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Milagre não se explica, milagre se acredita

Publicado em 10 de julho de 2026 por admin_davi

Por Taciane Nogueira Sá de Almeida

Em 2021, minha vida de missionária, casada com Eliel e mãe de duas filhas, foi confrontada por um diagnóstico de Carcinoma Invasivo. A notícia, que desabou sobre meu mundo, acendeu em mim uma chama: a certeza na soberania de Deus. Inicialmente, pensei em desistir, mas ao orar, fui lembrada de que Ele age com Propósitos. Deixei a família no Amapá e, com meu esposo, embarquei para Fortaleza em busca de tratamento, com poucas chances de retorno segundo a visão humana.

A dor de partir era grande — minha filha estava no fim da gestação —, mas a luta era prioridade.

Enfrentei longas filas, cansaço e, mais tarde, o choque de saber que a cirurgia seria uma mastectomia. Naquele consultório silencioso, decidi: “Quer nas águas, quer no fogo, se Ele está comigo eu vou.”

A fé não foi apenas um consolo, mas um escudo. No dia da internação, sem acompanhante permitido, senti a solidão, mas entreguei a noite a Deus. Pedi um sinal da Sua presença e, ao adormecer com o leito na janela, acordei molhada pela chuva, na certeza de que não estava sozinha.

A recuperação pós-cirúrgica marcou o início das quimioterapias. Meu neto, Bernardo, nasceu durante a espera, e vê-lo pessoalmente foi o combustível que me impulsionou. Em meio às sessões, que trouxeram reações inexplicáveis, a Palavra era meu alimento: “Vivemos do que cremos e não do que vemos ou sentimos.” Minha imunidade, graças a Deus, nunca baixou.

O Doutor Jesus e o Sobrenatural

Ao final das quimioterapias, um novo desafio surgiu: exames solicitados apontaram achados preocupantes no fígado, na vesícula e na coluna. Fui encaminhada para novos exames e a situação poderia ter gerado grande pânico.

No entanto, o médico que realizou as primeiras imagens me tranquilizou, dizendo: “Apareceu aqui algumas questões… mas não se preocupe, não é nada, acredite.” O nome dele era Jesus.

Quando entreguei o resultado à minha médica oncologista, mencionei que o “Doutor Jesus” já havia me acalmado sobre a questão. Ela, naturalmente, pensou que eu falava de Deus, mas o milagre estava justamente ali: o Soberano usou um profissional com Seu nome para ir à nossa frente, antecipando a paz antes do transtorno. Os exames refeitos comprovaram que não havia nada de grave, dissipando o medo e o transtorno que aquela situação poderia ter causado.

Minha trajetória contra o câncer foi um “surfe radical”, onde a Fé me levou a viver o inimaginável. Sou grata ao meu esposo Eliel, fiel companheiro, e a todos os “Anjos Humanos” que nos deram suporte. Sou, acima de tudo, grata ao Eterno por me levar ao deserto e me ensinar que Ele tem o controle. A experiência valeu a pena para testemunharmos Seu poder.

Milagre não se explica, milagre se crê, e eu vivo para contar as grandezas do meu Deus.