Dr. angelo: Proteção Criança e Adolescente

A vivência do espectro autista é uma realidade que existe em milhares de famílias brasileiras, e esta temática precisa ser tratada com responsabilidade, respeito e compromisso com a inclusão. Antes de qualquer debate político, é fundamental reconhecer que pessoas autistas, possuem direitos garantidos por lei e devem ter acesso a oportunidades que lhe permitam desenvolver todo seu potencial.
Entendo que os principais desafios enfrentados atualmente envolvem o diagnóstico precoce, acesso a terapias e atendimentos especializados, a inclusão escolar efetiva, a qualificação dos profissionais da educação e da saúde, além do apoio as famílias e cuidadores. Muitas pessoas enfrentam longas filas de espera e dificuldades para acessar serviços essenciais pela rede pública.
É preciso reconhecer que a rede de atendimento necessita de aprimoramentos, não basta criar leis, é necessário garantir que elas sejam devidamente implementadas e executadas. Precisamos ampliar e descentralizar os serviços especializados, fortalecer a atenção básica para identificação precoce dos sinais do transtorno, investir na formação permanente dos profissionais de saúde e da educação e assegurar que as famílias tenham acesso ao suporte necessário para o cuidado integral.
O autismo não pode ser tratado apenas como pauta de visibilidade em datas especificas. É uma questão de direitos humanos, inclusão e justiça social. Nosso compromisso deve ser construir uma rede de atendimento mais acessível, qualificada e humanizada, capaz de acolher as pessoas autistas e suas famílias com dignidade e respeito durante todas as fases da vida.
Em nosso mandato, pretendo defender uma atuação firme na fiscalização das politicas publicas voltadas ao publico autista e suas famílias, cobrando transparência nos investimentos e resultados concretos a população. Também é fundamental a criação de centros de atendimento, reduzir as desigualdades de acesso entre a capital e o interior e promover uma articulação mais eficiente entre saúde, educação e assistência social.
Além disso, é importante ampliar o debate sobre o autismo para além da infância, e ressaltar o olhar sobre os diagnósticos tardios para jovens, adultos e idosos, que enfrentam dificuldades para acessar atendimentos especializados. Por isso, compreendo que é necessário fortalecer e implementar politicas publicas que contemplem o cuidado ao longo de todo o ciclo de vida, que visem o apoio a autonomia, a inclusão no mercado de trabalho e suporte em saúde mental. Uma rede verdadeiramente inclusiva é aquela que reconhece e atende as necessidades das pessoas autistas em todas as fases de sua vida, e para isso estarei compromissado em lutar pela igualdade de direitos.
